Desvantagem

É óbvio que o resultado de empate – ainda mais em 2×2 – não foi interessante para o Atlético no jogo de quarta-feira. É preciso, no entanto, fazer uma ressalva: o Furacão pode jogar mais do que jogou contra o Vasco na Arena. Basta que Adílson Batista não tire os bons jogadores da equipe.

Começo por Branquinho. Ele é titular, não pode em hipótese alguma ser sacado como foi, ainda mais com a escalação de Paulo Roberto – vou relevar o excesso de passes errados do volante, vou pensar que ainda é uma adaptação. Se quer colocar o Paulo Roberto, que tire o Róbston, que infelizmente ainda não disse a que veio. Mas o Atlético não pode prescindir da qualidade do Branquinho, o que ficou evidente no segundo tempo.

Aplico o mesmo a Madson. Claro que ele jogou na quarta, mas certamente sairá do time se Adaílton voltar pro jogo de São Januário. Por mais que esteja fazendo gols importantes, é mais interessante para o Furacão ter Madson em campo do que Guerrón. Com Branquinho, Paulo Baier, Madson e Adaílton juntos, o Atlético tem condições de eliminar o Vasco no Rio de Janeiro.

Uma rápida lembrança: gostei do Rômulo. Foi um dos melhores, senão o melhor, do Atlético na quarta-feira.

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Sobre a diretoria. Aqui mesmo no blog o assunto da saída de Valmor Zimmermann e Ademir Adur já fora citado. Foi tratado na tensa reunião de segunda-feira, quando todo o departamento de futebol pediu as contas ao presidente Marcos Malucelli. Oficialmente, a situação foi contornada razoavelmente, pois nada se falou até depois da partida, e o anúncio definitivo só saiu nesta quinta. Cabe agora a MM trabalhar com inteligência – ele precisa de um gerente de futebol de reconhecida capacidade e com certa autonomia (senão, não precisava mudar), e de um diretor atleticano de respeito interno e externo. É um movimento decisivo pra montagem do grupo pro Brasileiro, e inevitavelmente pra eleição do final do ano. Ah, e já passou da hora do Atlético investir de verdade nas contratações.

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Imposição

Nesta quarta, o Atlético enfrenta o Vasco na Arena. Sei que a situação interna é tensa, sei que há muita gente que não aprova a atual gestão, sei que há muita coisa em andamento fora e dentro da Baixada. Mas o jogo transcende tudo isto, é dia de união em nome da luta rubro-negra pela vaga na semifinal da Copa do Brasil.

E o Furacão tem que se impor contra os cariocas. Falando deles, é bom que se ressalte que o Vasco tem um time de boa qualidade – no papel, é melhor do que em campo. Mas não se pode descuidar de uma equipe que tem Fernando, Dedé, Felipe, Diego Souza, Éder Luís e Alecsandro.

Mas o Atlético, mesmo sem Adaílton, tem tantas – ou mais – virtudes que o adversário desta quarta. Para que Madson, Guerrón e Paulo Baier tenham total liberdade, Adílson Batista vai escalar Paulo Roberto. Não o conheço, mas quem o viu jogar diz maravilhas. Então, vamos imaginar que pode dar certo.

A imposição tática atleticana consiste na marcação adiantada, no aproveitamento da velocidade de Madson e Guerrón, na centralização das jogadas com Paulo Baier, na atuação do time no ritmo da torcida na arquibancada. Fazendo isso, dificilmente o Atlético perde pro Vasco na Arena.

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Avaliação

A palavra da moda no Paraná Clube é “avaliação”. Diz-se que nesta quarta-feira serão conhecidos os jogadores que, após a avaliação da diretoria e do técnico Ricardo Pinto, não mais permanecerão no clube. Aí começaria a reformulação do elenco pra Série B. Até porque as possíveis contratações são alvo de avaliação do comando do futebol.

Espero que a avaliação seja correta. Já começa meio torta, pois a permanência de Ricardo Pinto não é uma decisão que combina com os planos de acesso à primeira divisão. Apesar de ser clara a melhora do time no segundo turno do Paranaense, ela surge em comparação com o fracasso do início da competição. O objetivo que o treinador tinha, fugir do rebaixamento, não foi atingido.

E taticamente a equipe empacou a partir da metade do segundo turno. Ricardo Pinto conseguiu montar uma estrutura defensiva de qualidade, mas ela mostrou ser refém dos titulares em alguns jogos e, pior, mesmo com os titulares em campo o Paraná sucumbiu nas últimas rodadas, principalmente contra o Arapongas.

Mas a diretoria deve ter suas razões, e elas certamente são mais fortes que os argumentos acima. Torço muito pelo acerto das medidas, pelo acerto das contratações. E que a avaliação interna do Paraná seja melhor que a minha.

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De olho

Logo vai começar o julgamento do “caso Adriano” no pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná. Tô aqui no estúdio da rádio 98FM, e vamos ficar em vigília até sair o resultado. Inclusive vamos entrar no ar na internet a partir das 19h, acompanhando direto o evento – aqui e lá no plenário do TJD. Fechando o jabá, o site é o www.98fmcuritiba.com.br.

Não sei o que vai acontecer. Acho que houve muita pressão externa no caso – dos dois lados – e vamos ver qual será a influência para a decisão dos auditores. Não posso dizer o que vai acontecer, nem sei o que poderá acontecer. Tenho uma opinião simples: se o tal Adriano foi inscrito de forma irregular, o Rio Branco tem que ser punido; se não foi, nada de punição.

O que me preocupa, bem mais que o resultado do tribunal, é o futuro do Paraná Clube. Ricardo Pinto acabou de falar como técnico mantido no cargo. Perguntado sobre a permanência, ele desdenhou: “Isso nem foi citado, fizemos uma reunião objetiva, pensando no futuro”.

Com isso, chegamos a um momento interessante – após um rebaixamento no campo, com problemas inenarráveis, o Paraná Clube não apresentou nenhuma ação decisiva. O presidente Aquilino Romani se afastou, é verdade, mas o vice Aramis Tissot assumiu, mantendo a estrutura interna. Se depender de Tissot, o vice de futebol Paulo César Silva não sai, e terá o apoio de Guto de Melo, que já estava no clube. E Ricardo Pinto, que tinha o objetivo de salvar o time no campo, e não salvou, continua no cargo.

Em resumo, quase nada mudou.

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Saída

Iria começar o dia do blog falando da festa de ontem, a entrega dos troféus aos Melhores do Paranaense, uma iniciativa bacana da Gazeta do Povo. Mas a própria festa repercutiu o turbilhão que tomou conta do Atlético nas últimas horas. E gerou uma situação tensa às vésperas do jogo importantíssimo contra o Vasco.

Bem, o oficial é que Ocimar Bolicenho está fora do Furacão, pediu pra sair. Mas Valmor Zimmermann e Ademir Adur também estariam demissionários – o que deixa o próprio técnico Adilson Batista apreensivo. Quem tem boas fontes na Baixada diz que a reunião de segunda foi tensa, e só não foi mais longe porque o presidente Marcos Malucelli tinha viagem marcada para São Paulo – não será surpresa se MM se afastar da diretoria do Clube dos 13.

Por mais que admitamos que há uma disputa política aberta no Atlético, não é por este motivo que o departamento de futebol está em crise. Se o time vivesse boa fase, se a maioria das contratações tivesse dado certo, se a torcida aprovasse o rendimento da equipe (nem falo em títulos, pois há outras variáveis envolvidas), não haveria pressão externa que atrapalhasse. Ela só incomoda porque o resultado no campo não está vindo.

Mas pressão, dificuldades, erros e confusões precisam ser esquecidos entre hoje e amanhã. O Atlético precisa estar mobilizado pro jogo mais importante da temporada, este contra o Vasco. Passado o jogo, que se tente arrumar a casa. Antes e durante a partida, é todo mundo remando pro mesmo lado.

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Por partes – III

Fechando, o Coritiba. A partida do domingo serviu pra festa, pra completar o Paranaense com vitória e, claro, invencibilidade, e também pra algumas análises do Marcelo Oliveira. Ele saiu satisfeito, porque poderá contar com um banco de reservas forte na quinta-feira, contra o Palmeiras – William, Cleiton, Éverton Ribeiro e Leonardo estão bem.

Mas a festa já acabou. Se o Coritiba tem planos maiores pra temporada, tem que se focar claramente na partida da Copa do Brasil. Pra muitos, além de ser o tal “teste definitivo”, pode ser o confronto que dará o ‘punch’ necessário pra arrancada rumo a uma inédita final na competição nacional. Até onde sei, a diretoria percebeu isto, tanto que ações de marketing que estavam sendo estudadas pra quinta foram suspensas. O foco é no jogo.

Marcelo Oliveira também está de olho na euforia externa, sabendo que ela não pode chegar nos jogadores. Por isso, ele vai blindá-los até onde for possível. Como o treinador já tem o time pronto – duvido que faça alguma alteração profunda, vai com Pereira e Emerson na zaga, Lucas de volta à lateral e Anderson Aquino na vaga de Marcos Aurélio -, MO terá tempo pra motivar e também controlar o elenco.

Em campo, é necessário jogar futebol. O Coritiba tem que jogar com a bola no chão, chuveirinhos e cruzamentos da intermediária vão bater na zaga do Palmeiras e voltar. Em contrapartida, Rafinha, Davi e Aquino podem usar as trocas rápidas de passe pra envolver a defesa paulista. Velocidade e técnica serão as grandes armas do Cori na quinta.

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Por partes – II

Pela ordem cronológica do final de semana, o Paraná. A partida de sábado foi melancólica demais. Sofrida. Mais um capítulo triste nesta temporada que, até agora, só deu tristeza para o torcedor. Espera-se que, a partir desta semana, as coisas comecem a mudar.

Não quero mais saber das lamúrias. Todos nós sabemos que o Tricolor tem menos dinheiro que os outros clubes da capital e que alguns dos times da Série B. Mas chega. Agora é hora de trabalhar, não de ficar reclamando da falta de grana. O Paraná já teve situações comparativamente semelhantes na Série A e montou times competitivos. Por que não conseguir agora? É só trabalhar.

Aramis Tissot deve anunciar mudanças. Paulo César Silva deu uma entrevista no sábado praticamente como ex-dirigente. Ricardo Pinto tá fazendo uma força danada pra ficar. Mas é a hora de arrumar a casa completa. O Paraná viveu de paliativos durante o Estadual, e o resultado foi o rebaixamento no campo.

Não tenho palpites a dar. Tenho, na verdade, que torcer para que as melhores medidas sejam tomadas, que haja força e ousadia neste momento complicado. O Tricolor precisa de gente que faça acontecer.

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Sobre o julgamento: eu não tenho os subsídios pra dizer o que vai acontecer nesta terça. Não li o processo, não o acompanhei de perto. Mas resumo minha opinião em uma frase – se houve irregularidade na inscrição do jogador, o Rio Branco deve ser punido; se não houve, não deve haver punição.

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